Indignação diante dos prejuízos que os atuais contratos de pedágio deixam no Paraná, com tarifas abusivas e vidas perdidas pelas obras não realizadas. Preocupação com o que vem pela frente com as novas concessões, porque o modelo finalizado pelo governo federal não contempla todas as propostas dos paranaenses principalmente nas questões regionais de melhorias viárias.
É a avaliação do deputado estadual Tercilio Turini, apresentada hoje na audiência pública da Assembleia Legislativa do Paraná para analisar o diagnóstico dos problemas, passivos e possíveis litígios com o fim dos contratos no próximo dia 27. “Mesmo com a constatação de tanta malandragem com aditivos, aumentos abusivos do pedágio e postergação de obras, as concessionárias vão largar um fardo pesadíssimo para o nosso estado”, afirmou.
O deputado citou a quantidade de obras não realizadas: de 855 quilômetros previstos para duplicação, foram executados 430 km; dos 377 km de terceiras faixas, foram feitos 213 km. Os dados constam dos estudos da Universidade Federal do Paraná contratados pela Assembleia. Tercilio Turini apontou obras essenciais para a região de Londrina que ficaram no papel: o Contorno Norte e os 60 quilômetros não duplicados na BR 376/Rodovia do Café.
Turini enfatizou que a comunidade precisa manter a mobilização para assegurar as obras regionais nas novas concessões. Outro ponto crucial, para o deputado, é a fiscalização compartilhada dos futuros contratos. “O DNIT não tem estrutura para acompanhar a execução aqui no Paraná. A falta de fiscalização, de transparência e de controle social é um erro que não pode ser repetido”, disse, acrescentando que os paranaenses sofreram muito nos últimos 24 anos com a atuação das concessionárias do pedágio.


























