Assalto? ou homofobia?, Mulher trans é brutalmente agredida em ataque homofóbico em Jacarezinho

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Na madrugada desta segunda-feira (14), uma mulher trans foi vítima de um violento ataque homofóbico em Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná. O caso ocorreu nas proximidades da estrada da Vila Rosa, pouco depois das 5h30 da manhã, quando a vítima retornava da Fetexas, evento que aconteceu na cidade.

Segundo relatos da vitima, ao deixar a festa, ela recusou uma carona oferecida por um motorista de van  “Uber de 10”. A mulher decidiu seguir viagem com outra condução, ao descer no centro da cidade, notou que estava sendo seguida pela  van com três indivíduos suspeitos, que passaram a rodear o quarteirão da Praça Rui Barbosa e, em seguida, a perseguiram até a rotatória próxima ao campinho da Vila Rosa.

Já na estrada de terra, estrada da Agua Feia, próximo ao pontilhão, os agressores, que haviam apagado os faróis do veículo, abordaram a vítima de forma repentina. Eles exigiram que ela entregasse a bolsa e o celular. Diante da recusa, um dos homens a agrediu com uma pedra, enquanto os demais passaram a espancá-la brutalmente. Um dos agressores a enforcou, enquanto outro continuava os golpes com a pedra, principalmente na cabeça. Em seguida, tentaram arrastá-la até uma valeta ao lado da estrada.

Durante a agressão, um dos criminosos chegou a dizer: “Vamos embora, deixa ela aí, já matou a menina, vai aparecer gente”.  Mesmo muito machucada, a vítima que reside em Siqueira Campos, conseguiu tentar chegar até a casa de sua mãe, onde foi encontrada no meio do caminho por seu padrasto, que a levou imediatamente ao hospital para atendimento médico.

No local das agressões, foram encontrados, além do celular dela, uma blusa, um boné, um sapato e um celular dos agressores, os objetos serão usados nas investigações.

O caso foi registrado como crime de homofobia e tentativa de homicídio, e está sendo investigado pelas autoridades locais. A identidade da vítima está sendo preservada por questões de segurança.

A violência contra pessoas LGBTQIAPN+ segue sendo uma grave realidade no Brasil. O caso reforça a necessidade de políticas públicas eficazes de proteção e acolhimento às vítimas, bem como ações educativas e de conscientização contra o preconceito e a intolerância.

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