
Em entrevista com Dr. Jorge, Médico intensivista nos relatou, que um homem de 33 anos, morador de Santo Antonio da Platina, sofreu um derrame cerebral no ultimo domingo, 12, devido a gravidade de seu estado foi transferido para Jacarezinho onde foi internado na UTI, mas infelizmente apesar de todos os esforços, ele veio a óbito, a morte cerebral foi constatada na segunda 13, e o fato foi comunicado a família.
A esposa informou que o homem tinha o desejo de ser doador de órgãos, a equipe então informou os procedimentos aos familiares que autorizaram a doação.
Várias Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) , vieram a Jacarezinho na quarta 15, para realizar a retiradas dos órgão que irão salvar ao menos 08 vidas, pois vários órgãos e tecido, podem ser doados, os órgãos doados foram encaminhados de ambulância até Ourinhos onde um avião já aguardava para levá-los a Curitiba na central de transplantes.
Sobre doações de órgãos.
As famílias têm de lidar com uma série de dúvidas na hora de decidir se doam ou não os órgãos de um parente recém-perdido, E nem sempre a decisão deles é doar. Na verdade, na maioria das vezes, se negam. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram que, entre janeiro e setembro de 2012, cerca de 6 mil pacientes foram diagnosticados com morte cerebral no País. Seus órgãos poderiam salvar a vida de quase 22 mil pessoas que aguardavam na fila de espera. Mas somente pouco mais de 1.800 deles se tornaram doadores, para se ter ideia, na Espanha, considerado o país que mais registra transplantes, a taxa é de 37 por milhão, no Brasil a taxa é de 14,2 por milhão, podemos melhorar esta estatística.
O numero de doadores vem crescendo, ainda assim, a lista de espera é grande e metade daqueles que aguardam na fila perdem a vida antes de conseguir o transplante, ainda há muito por se fazer e a conscientização é primordial para reduzirmos o tempo de espera por uma nova chance de vida, é importante entender a doação de órgãos como um papel da sociedade civil. Hoje você pode não estar precisando, mas no futuro, você pode ir para a fila de espera”.
Passado o trauma os familiares de doadores, se sentem mais conformados, muitos deles chegam a conhecer as pessoas que foram salvas com os órgãos de seu ente querido, e criam um laço de amizade e afeto, o que os ajuda a diminuir o sofrimento da perda.
Parabéns aos familiares por autorizar a doação e ajudar a salvar várias vidas.